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14 de maio de 2012

Antes de ser mãe eu nunca…

Como eu não acredito em reencarnação, não sou mãe e não gosto de ser chamado de pãe, o texto morreria aqui.
Antes de ser pai eu nunca achei que filmes em que acontecem coisas ruins com crianças iam ser um suplício mortal de assistir. Eu nunca achei que piadas com bebês e liquidificadores deixariam de ser engraçadas.
Antes de ser pai eu nunca soube que levava jeito pra coisa e sempre tentei evitar de todas as formas. Não que eu tenha tido muito sucesso, haja visto essa coisinha linda que anda por aí com o nome de Lucia.
Antes de ser pai eu nunca pensei que seria um desses que pega o telefone pra mostrar foto da filha, mas eu tento me controlar.
Mas o mais surpreendente de tudo é que antes de ser pai eu jamais poderia imaginar que coubesse tanto amor em mim.
Quer ler os outros?

Esse post faz parte da blogagem coletiva proposta pela revista Crescer, em um delicioso encontro com pessoas que dificilmente eu conheceria antes de ser mãe.

Da esquerda pra direita: Gisela da CrescerDani Buono da ciadasmãeseuzinhaGlau Nunes do coisa de mãe,Carol Passuello do vinhos viagens uma vida em comum e… dois bebêsAnne Rammi do Super DuperRenato Kaufman do Diário GrávidoRoberta Lippi do Projetinho de VidaJorge Freire do Nerd PaiPriscilla Perlatti, do Mãe de DuasSam Shiraishi do A Vida Como a Vida Quer – foto furtada da Dani Buono, que roubou da Anne (Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão, hein, Dani?)

 

diariogravido @ 15:53


8 de maio de 2012

A culpa é da mãe

Sim, eu poderia parar aqui e sair por aí dizendo, “viram”, “eu sempre soube”, “claaaaro” e “surprise!”

E esse é o título de um livro, aliás um super presente, que você pode entregar pra sua mãe ou esposa com aquela cara de quem está fazendo indireta, e se (quando) elas se ofenderem, você diz pra elas lerem, já que a autora parece afirmar justamente o contrário.

Ao que tudo indica tem todo um movimento aí pra eximir as mães de culpa. Coisa de quem tem culpa no cartório? (meu deus que infame, matem-me agora)

Claro que as mães judias já se adiantaram e transmitiram a culpa toda para os filhos.

Aliás a Summus oferece um desconto de 30% pra quem lê o blog e quiser comprar “A culpa é da mãe” no site da editora. É só usar o código “grávido” . (até 13 de maio!)

Agora se você não quer mexer nesse vespeiro e só mostrar que o pai é legal, que sente coisas que as mulheres e mães nem imaginam, ou ao menos que a gente também existe, aí recomendo “Como nascem os pais”. Dizem que é bom.

 

 

 
Ah, para quem estiver em São Paulo, hoje a Natércia Tiba lança o livro “A mulher sem script”, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim.  Apareçam lá!

diariogravido @ 14:31


19 de abril de 2012

Estourou um cano de pretendente aqui ou o quê??

Ser pai de menina é conviver com úlceras imaginárias. E algumas de verdade.

Então vamos para mais uma seção de “Lucia e seus pretendentes”.

Ainda que o querido Pedro, o da escola, continue a ser oficialmente “o meu príncipe, sabiiiiaaaaaaa pai?”, é bom ele se cuidar, que o reinado está ameaçado.

No sábado, dois grandes concorrentes.

Esse é o João, filho do Pedrinho. Eu e ele chegamos a trabalhar juntos e até aparecemos no mesmo documentário, o Pais Rehab, mas os pequenos não se conheciam ainda. Eles se deram super bem e correram pra lá e pra cá, muito divertido.
O segundo concorrente do sábado era um outro Pedro, namorado da Luiza, e ele e a Lucia se entenderam de cara. Passearam, dançaram e ela até ficou no colo dele vendo bichos nas nuvens!

Domingo, em uma linda festinha, Lucinha se engraçou com o Gabriel. Ela ficou um bom tempo brincando sozinha, mas quando encontrou ele foi uma farra. Entraram no castelinho e ninguém mais podia entrar, derrubaram o castelo por dentro, saíram passeando de mãos dadas e na maior beijação.

Inclusive, no teatrinho, na hora que a música disse “mas tem muito medo é do gavião” e a Lu fez seu gesto de medo do gavião, ele pôs o braço em volta do ombro dela. Mas que FDP adorável:

Duas semanas antes, na festa da Cia das Mães, um outro candidato. não me lembro o nome, mas a história é bonitinha:

A Lucia estava brincando sozinha na areia. Uma areia high-tech, que não gruda na roupa e os gatos não usam como banheiro. Ela disse que estava fazendo uma plantação de flores. O menino se aproximou todo tímido e ficou perto. Tímido e com camiseta de caveira, ele me lembrou muito de mim mesmo e foi inevitável angariar alguma simpatia. Ele nem tinha interagido com a Lucia ainda quando a mãe dele chamou. O menino, de saída, diz pra Lucia "já volto."

Ele foi chegando pelas beiradas, ajudou aqui, deu uma completada na areia ali, e a Lucia nem tchuns. Mas logo eles estavam brincando juntos, ou ainda, em paralelo, já que não estava realmente rolando um diálogo. Parecia que ela não deu muita bola...

Essa é aquela foto que merece a legenda "não mate ele pai, é só um amigo". Na saída da festa eu disse pra Lucia "aquele menino gostou de você hein filha" e com o maior charme ela responde "E eu gostei dele, pai".

Minha primeira reação é sempre mandar essa cambada toda direto pra Legião Estrangeira. Estou revendo isso, porque a Legião não é mais aquela dureza, que guerras a França luta no exterior afinal? Aposto que na Legião tem degustação de queijos e vinhos todos os dias. É bom demais pra eles.

Eu sempre disse que esses “ciúmes” que tenho da Lúcula eram uma forma de ir me preparando psicologicamente pro futuro, pra quando for de verdade eu encarar numa boa. E não é que está dando certo? Gostei de toda essa turminha aí de cima (ainda que, se a Lucia escolher o namorado da Luiza, quem vai pra Legião Estrangeira é ela).

Quando eu virei pai de menina eu tinha medo de não ter nada pra ensinar exceto “o que evitar”. Besteira, claro. E por mais que doa, mesmo as más escolhas são importantes, ainda que a gente tenha o papel de avisar mesmo assim (e depois dizer que bem avisou). Mas olha que molecada legal:

O Pedro da escola vem receber ela na porta e pede um abraço.

O João do Pedrinho dança, canta  e é adorável e companheirão.

O Gabriel foi química instantânea, mas ao que consta momentos antes ele estava de beijação com a dona da festa. Pensando bem, grunf.

E o menino da areia, autor da aproximação mais delicada que já vi. (Eu, quando criança, só chegava até a a etapa de ficar ali perto sem falar nada.)

Ou seja: com tanta opção legal em volta, a Lucia vai ter que se esforçar muito pra me matar de desgosto quando isso tudo for pra valer.

diariogravido @ 19:59


2 de abril de 2012

De que animais você gosta? Uma conversa musical com o padrinho.

diariogravido @ 14:52


30 de março de 2012

Para apanhar na padaria.

diariogravido @ 15:11


19 de março de 2012

Atitude de Pai

Aí que eu fiquei todo doído da Lucia andar de totoca sozinha enquanto eu não estava olhando. Pensei com meus botões (nunca entendi se essa expressão é de alfaiates ou jardineiros): é como uma árvore que cai no meio da floresta onde não tem ninguém. Depois pensei de novo e fiz a coisa mais paterna possível: compensei, comprando um Velotrol lindão, pra ela aprender a andar nele comigo. :P

Na caixa estava escrito: idade acima de três anos. Obviamente que isso era pra usar e não pra montar. Posto que o bixo chegou assim:

Querido fabricante FDP: já passou pela sua cabeça que o objetivo não é colocar satélites em órbita e sim dar uma volta no quarteirão?

Nesse momento o Tequila, que NÃO é o Cachaça, diz “você não vai conseguir montar isso nunca. chama o porteiro”. Feriu meu orgulho nerd, challenge accepted, tenho certeza que consigo interpretar esses diagramas mais rápido que o porteiro, só não tenho a mesma habilidade manual ou… ferramentas.

PQP, porque não avisaram que ia precisar de ferramentas?

O primeiro passo é encaixar uma tampinha no eixo. Soa simples, mas é a tampinha que vai segurar as rodas no lugar. o manual diz que talvez precise de um martelo. Talvez.
Para encaixar a primeira tampinha, fiz como mostra a instrução, colocando a tampinha no chão e apoiando o eixo em cima, ao mesmo tempo que faz uma parada de mão e pole dancing. Vinte minutos de força bruta depois, estava feliz com o resultado. That’s what she said.

Aí você monta as rodas no quadro, passa o eixo por dentro e põe a tampinha do outro lado. Só que agora você não tem onde segurar, a coisa toda fica caindo, por conta do peso do quadro, você meio que segura com um pé e tenta forçar a tampinha usando apenas as mãos, enquanto o Tequila ri como se não houvesse amanhã.

Nessa hora a falta de ferramentas começou a pesar. Para forçar a tampinha sem machucar a mão, tentei apoiar em uma moeda, o que já é um ato de equilíbrio. Usei o bloquinho do Mimo. Um livro, de lado. Um livro, martelando com a lombada. Um pilão de caipirinha. Um saca-rolhas. Uma panela. O Tequila só não riu porque já estava dormindo.

Poderia continuar com o suplício que foi encaixar a roda no garfo e todas as outras etapas, mas basta imaginar que nada é tão ruim que não possa piorar depois. Duas hroas depois, o Velotrol estava pronto, exceto que os parafusos estavam soltos, já que foram parafusados com a lâmina do saca-rolhas, e tinha uma peça sobrando e outra faltando. Mais meia hora entendi que a peça faltando não existia, e que a peça sobrando não era uma peça, era um ajudador de martelada que teria poupado minhas mãos de tantas bolhas. Also, that’s what she said. Colei todos os adesivos, menos os da Barbie, que não é exatamente bemvinda em casa.

A ponta do eixo e a tal tampinha.

Este método não funciona. Quem avisa amigo é.

Parece pronto mas é uma armadilha.

Chega o fim de semana, ponho o Velotrol no carro, a Lucia e vou pro meu pai, que tem ferramentas. termino de martelar e parafusar tudo e preparo uma surpresa:

É pra mim????

Ela deu uma volta mas não deu muita bola.
No dia seguinte, várias voltas no quarteirão, deve ter pedalado mais de um Quilômetro.
Agradeceu o presente, me deu um beijo no nariz e dormiu que nem uma pedra.

Claro que é muito importante aprender a andar pra frente:

Enfim… quando a gente vê, já foi pra balada.

Born to be Wild!

diariogravido @ 17:22


12 de março de 2012

Sobre momentos perdidos

Enquanto o iG publica uma matéria sobre seis atitudes que as mães podem aprender com os pais, com a participação de um monte de gente legal (e eu, pasmem), me vejo às voltas com outro tipo de problema…

Eu tenho passado bastante tempo com a Lucia, e tem sido ótimo (e cansativo, confesso), mas, neste fim de semana, tive que trabalhar. Estaria tudo bem (dentro do que pode estar bem se você está trabalhando no fim de semana), se não fosse por uma mensagem da minha mãe, doce até, dizendo que a Lucia estava rindo de felicidade porque aprendeu a andar de totoca sozinha, aquele triciclo de criança com pedal na frente.

Me bateu um desespero horroroso, como se eu estivesse perdendo os melhores momentos dela, aqueles que são marcos na vida da criança, de estar na agência enquanto minha filha ficava exultante de felicidade com as suas novas conquistas. Como se eu só ralasse e outros estivessem aproveitando a parte divertida. Fiquei com ciúme, invejinha até. Fiquei em crise, trabalhar pra quê? Pra perder isso?

Só consegui buscá-la bem de noite e ela já estava dormindo, o que por si só já é duro. Coloquei a pequena no carro, e meio sonâmbula, falou que foi muito divertido na vovó dela. Eu disse que estava com saudades e ela respondeu, sem abrir os olhos, “eu também, papai”.

Meus olhos encheram de ciscos. Súbito, apesar de todas as perdas, me pareceu uma troca justa: eu trabalho porque eu quero que ela tenha tudo que merece, e um pouco mais. Se eu tiver que morar debaixo da ponte, problema meu, mas ela? Não. E quando ela me disse que estava com saudades, estava me dizendo que eu estava ali sim, mesmo que não tivesse tido essa intenção e fosse só uma sonâmbula falante. Fiquei ali alguns minutos com a porta aberta, olhando essa menininha na cadeirinha do carro, que tinha acabado de conquistar mais uma independência. Lucia, que cabia no meu antebraço.

Tirei os ciscos e me dei conta de algo que já sabia, mas só racionalmente: tudo que eu faço, faço pra ela ter momentos como esse. E que ela, sem perceber, me deu um imenso abraço com palavras.

Um que eu estava realmente precisando.

diariogravido @ 20:30


27 de fevereiro de 2012

As novas aventuras da menina subaquática

Cuidado Lucia, a Lola Lambe-Lambe virou uma Lobis-Lontra!

Eu também sou LobisLola papai!
Arghhhhhhhh
(Voz do Vincent Price no final de Thriller):
HUAHAHAHAHAHAHA
-Vem Lolinha 

-Essa FDP tá me arranhando, cachorra aquática dos infernos!

-Segura o fôlego, filha! 

-Mas eu não quero segurar o…

(tchibum)

Viu, não foi tão ruim assim né?
-Um beijo pela sua coragem. 

-Quero ir de novo!!

(hahahaha, mentira, ela disse “NÃAAAAO!”)

diariogravido @ 16:35


24 de fevereiro de 2012

Carnaval!

Meu carnaval foi assim…
Apaixonado e tranquilo, tirando a lontra na piscina.
(por lontra leia-se uma labradora que acabou de descobrir que ama nadar)

O resto das fotos está  aqui na fan page.


diariogravido @ 21:53


23 de fevereiro de 2012

A doce doutora FrankenLucia

diariogravido @ 21:31


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